
De acordo com o site Midiamax, uma bebê de 1 ano e 11 dias foi internada com suspeita de estupro horas após passar mal na residência da tia, em Campo Grande. Ela precisou ser entubada no último sábado (23) na Santa Casa e a polícia foi acionada para investigar um possível estupro de vulnerável.
Segundo o boletim de ocorrência, a PM (Polícia Militar) foi acionada após a bebê dar entrada no hospital com sinais de violência sexual. Ela estava em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e foi transferida para a área vermelha da Santa Casa.
Na ocasião, a mãe relatou ter deixado a filha na casa de sua tia de consideração por volta das 16h do último sábado (23). Ela alegou que precisava lavar roupas e limpar a casa naquele dia.
No entanto, a bebê teria passado mal na casa da tia sofrendo crises convulsivas. Horas depois, a vítima teve vômito e a tia precisou fazer manobras de desobstrução das vias aéreas.
Em seguida, a bebê foi levada pela tia até a UPA e, pouco tempo depois, a mãe chegou à unidade para acompanhar a filha. Naquela noite, os édicos constataram suspeita de encefalite e a bebê foi transferida com urgência à Santa Casa.
Na área vermelha do hospital, os médicos constataram lesões atípicas para a idade da bebê na região íntima. A equipe constatou que uma das lesões teria ocorrido há alguns dias. Assim, a polícia foi acionada e iniciou diligências na residência da tia da vítima.
No imóvel, a familiar afirmou aos militares que ficou com a bebê das 16h às 18h e saiu por cerca de 40 a 60 minutos, momento em que deixou a sobrinha com suas filhas de 14 anos. Logo, a bebê passou mal e as adolescentes ligaram para a mãe.
Diante disso, a mulher disse ter retornado ao imóvel, momento em que viu a sobrinha engasgando e iniciou a manobra de desobstrução. Ela alegou que a vítima já chegou febril em sua casa.
O padrasto da bebê, um rapaz de 26 anos, foi preso em flagrante no dia 1º de maio deste ano por aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante, lesão corporal e dano, no âmbito da violência doméstica. O casal morava na casa da mãe do suspeito junto com a bebê.
Naquele dia, a vítima relatou que estava sendo agredida quase que diariamente pelo companheiro. Ela estava grávida de cinco meses e perdeu o bebê após uma das agressões.
À polícia, a jovem disse que teve a orelha cortada, foi agredida com socos na costela e chutes nas costas e nas pernas. O suspeito ainda esfregou canela no rosto da vítima obrigando-a a comer, afirmando que iria fazer o bebê ir a óbito.
Na ocasião, a jovem havia passado pelo procedimento de curetagem há cerca de uma semana, quando teve uma hemorragia. O aparelho celular dela também foi quebrado em uma discussão quando a vítima tentou pedir uma corrida por aplicativo.
O suspeito foi preso em flagrante e a vítima pediu medidas protetivas de urgência. Posteriormente, ele foi indiciado pelo crime.
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