
Uma situação inusitada mobilizou a Polícia Civil de Paraíso das Águas no final da tarde da última quinta-feira (19). Um homem em aparente estado de surto psicológico procurou espontaneamente a delegacia do município afirmando ter cometido um homicídio, fato que posteriormente foi descartado pelas autoridades após diligências e apurações.
Segundo o registro policial, o homem chegou à unidade visivelmente alterado, descalço, sem camisa e apresentando comportamento desorientado. Conforme relato dos policiais, ele batia insistentemente na porta da delegacia e fazia declarações desconexas, demonstrando medo e nervosismo.
Durante o atendimento, o indivíduo afirmou ter matado uma pessoa utilizando um pedaço de madeira e chegou a pedir para ser preso. Diante do estado emocional apresentado e visando preservar sua integridade física, bem como a segurança de terceiros, os policiais optaram por mantê-lo temporariamente em uma das celas da delegacia enquanto a situação era averiguada.
Na sequência, equipes realizaram diligências pela cidade em busca de informações que pudessem confirmar a suposta ocorrência. Também foram feitas consultas junto ao hospital local e à Polícia Militar, mas nenhuma vítima ou fato compatível com o relato foi localizado.
Durante as apurações, familiares do homem foram identificados e informaram aos policiais que ele possui histórico de transtornos mentais e faz uso de medicamentos controlados. Segundo os parentes, ele estaria passando alguns dias fora de seu local de trabalho, em uma propriedade rural da região, e não estaria fazendo uso regular da medicação prescrita.
Ainda conforme os familiares, situações semelhantes já teriam ocorrido anteriormente durante períodos de descontinuidade do tratamento médico.
A Polícia Civil também recebeu informações de que o homem já havia sido atendido em ocorrência anterior envolvendo o mesmo quadro de alteração comportamental, reforçando a hipótese de surto psicológico.
Após a constatação de que não havia qualquer crime ocorrido e de que as declarações não correspondiam à realidade, a ocorrência foi registrada apenas para fins de informação e acompanhamento dos fatos.
Por solicitação dos próprios familiares, o homem permaneceu sob proteção na delegacia durante a noite, sendo posteriormente entregue aos cuidados da família para continuidade do tratamento médico e retorno ao local onde reside e trabalha.
A Polícia Civil destacou que não houve registro de vítima, crime ou qualquer fato típico relacionado às declarações apresentadas pelo homem durante o surto.
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